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“Meu maior objetivo como dentista é cuidar do paciente de forma humanizada”, diz Andrea Padre Peixoto

Desde a adolescência, quando experimentou os resultados benéficos da homeopatia em seu próprio corpo, a doutora Andrea Padre Peixoto já sabia que seria uma homeopata. Tanto que, quando decidiu ser dentista e entrou na universidade, em 1996, buscou de imediato cursos de formação em homeopatia, mas descobriu que teria que ser graduada para realizá-los. Assim, ela se formou em 2001, e três anos depois, tempo em que esteve na especialização, ela já havia finalizado a pós-graduação em homeopatia.

A paixão dessa baiana de Vitória da Conquista pela homeopatia e pela odontologia fica evidente a cada momento em que se aborda esse assunto. De todos os ângulos, seja pela possibilidade de cuidar do paciente de forma humanizada – o seu maior objetivo como dentista – seja pela chance de ser uma real promotora da saúde, ou ainda pela possibilidade de abordar o paciente como um todo, abrangendo questões relacionadas ao seu físico, emoções e pensamentos, Andrea demonstra, aos 45 anos, estar realizada com a profissão que escolheu e a qual se dedica há quase 20 anos.

As dificuldades da rotina de seu trabalho, incluindo a atuação em um campo cirúrgico tão delicado, no qual os tratamentos costumam gerar estresse e tensão, ficam pequenas diante da satisfação que ela relata sentir quando ajuda um paciente a ter melhor qualidade de vida. “O maior prazer no meu trabalho é ver a melhora e recuperação da saúde do meu paciente. Receber uma mensagem com a frase: ‘doutora, estou bem, muito obrigada pelos seus cuidados’, não tem preço!”.   Andrea é uma mulher sensível, amorosa e criativa. Não é à toa que ama tudo relacionado a artes – pintura, desenho, música – e quase se tornou dançarina profissional, uma vez que dança desde os dois anos de idade.  Mas, a odontologia e a homeopatia falaram mais alto e essa motivação a conduziu para o constante aprimoramento e conquistas nessa área de atuação profissional que escolheu.

Depois de formar-se cirurgiã-dentista pela Universidade Federal da Bahia, Andrea tornou-se Mestre em Imunologia pela mesma universidade e especialista em Homeopatia pela Sociedade Médica Homeopática da Bahia. É a atual presidente da Câmara Técnica de Homeopatia do Conselho Regional de Odontologia da Bahia; coordenadora e professora do I curso de Extensão em Noções Básicas de Odontologia Integrativa da Faculdade de Odontologia da UFBA; professora convidada de diferentes disciplinas desta e de outras universidades; coordenadora do Curso de Especialização em Homeopatia para Cirurgiões-dentistas do Centro de Especialização em Homeopatia de Londrina – CEHL, idealizadora e coordenadora do “Movimento Novembro Verde – Trate-se com Homeopatia” e está em seu segundo mandato como presidente da Associação Brasileira de Cirurgiões-dentistas Homeopatas.  Em 2005, Andrea inaugurou sua clínica, um espaço que vai muito além de um lugar para tratamento dentário.

Trata-se, na verdade, de um espaço dedicado à saúde integral, reequilíbrio e melhora da energia vital dos pacientes. Nesta entrevista, essa dentista homeopata, professora, consteladora e quase dançarina explica o que é odontologia homeopática, conta um pouco sobre suas conquistas profissionais, sobre os avanços da homeopatia e sobre seu trabalho na busca pela valorização do cirurgião-dentista homeopata nas equipes de saúde. “Tenho trabalhado com este foco e me sinto muito feliz por ter encontrado apoio e portas abertas para esta tarefa!”. Confira.

O que é odontologia homeopática?

A odontologia homeopática é uma área da odontologia que utiliza a homeopatia como uma terapêutica complementar com o propósito de promover o restabelecimento da vitalidade do ser, e que poderá ser empregada para o controle do medo, ansiedade, dor, edema, sangramento, entre outras coisas. Isso significa que o dentista homeopata, muitas vezes, pode ter a necessidade de realizar procedimentos convencionais da odontologia para recuperar a saúde bucal e geral do paciente. Ou seja, a homeopatia por si só pode não ser suficiente para tratar determinadas situações, como por exemplo em casos de fraturas dentais e lesões cariosas. Nestes casos, é preciso remover o fragmento fraturado, ou o próprio dente a depender da extensão da fratura, ou, no caso da cárie, é necessário que o dentista a remova e restaure o dente através dos recursos convencionais da odontologia.

No entanto, não impede que ele prescreva medicamentos homeopáticos para o seu paciente para o controle da dor, edema, sensibilidade e susceptibilidade em desenvolver esta patologia bucal. Por outro lado, existem situações em que a própria homeopatia por si só irá tratar o adoecimento do paciente, como exemplo nos casos de estomatites ou no controle dos sintomas da Síndrome da Ardência Bucal (SAB), em que fatores emocionais podem estar diretamente relacionados a esta patologia, e a homeopatia, por agir também no plano emocional das pessoas, mostra-se bastante eficaz nestes casos.

Qual a diferença entre odontologia homeopática e odontologia convencional?

A diferença principal está no entendimento do paciente. Na odontologia homeopática, o profissional interpreta o paciente como um todo, ou seja, em sua integralidade, como sendo formado de corpo físico, emoções e pensamentos. Este conjunto integral é o ser humano e deve ser entendido dessa forma, mesmo sendo o seu adoecimento manifesto na cavidade bucal, uma vez que o mesmo poderia ser em qualquer outra parte do corpo. Na odontologia homeopática, o entendimento do adoecimento refere-se ao sujeito e não à doença.

Em que situações o tratamento homeopático é mais eficaz, quando se trata de saúde bucal?

A homeopatia trata o doente e não a doença, isso faz com que haja a recuperação da homeostase do indivíduo e consequentemente o restabelecimento pleno da sua saúde. Isso significa que o tratamento é focado na origem do adoecimento e não apenas na manifestação dos sintomas. É sabido que muitas doenças da boca e demais partes do corpo têm a sua origem no plano mental e emocional, e estes sintomas somatizam no corpo através do aparecimento de sinais físicos. Um bom por exemplo é o Bruxismo (ranger dos dentes) que, em muitos casos, não tem sua a origem na cavidade bucal. Para estes casos, em especial, a homeopatia demonstra ser bastante eficaz, uma vez que abrange, além de questões físicas, o plano mental e emocional das pessoas.

De que maneira a homeopatia pode ser usada em casos cirúrgicos?

A homeopatia pode ser utilizada com sucesso nas diversas etapas de um tratamento cirúrgico. Pode atuar desde o condicionamento do paciente no pré-cirúrgico para o controle do medo e da ansiedade, pode ser utilizada também para o condicionamento da saúde do paciente para o enfrentamento do tratamento cirúrgico, pode ser utilizada no trans operatório para o controle do sangramento, controle da dor, como também pode ser utilizada no pós-operatório para o controle do edema, da dor, estimular a cicatrização e/ou ósseointegração.

Por que ouvimos dizer que a Homeopatia ajuda as crianças a superarem o famoso “medo de dentista”? Como isso acontece?  

O medo do dentista é um sentimento que atinge a maioria da população em todas as faixas etárias, incluindo crianças. Isso se deve principalmente ao fato de que não há o hábito de procurar um serviço odontológico para a prevenção. Na maioria das vezes, em especial no Brasil, as pessoas costumam visitar o dentista quando apresentam algum tipo de dor ou desconforto na cavidade bucal, demandando muitas vezes tratamentos mais invasivos, que poderiam ter sido evitados caso realizassem consultas odontológicas periódicas de rotina. Além disso, a boca é uma cavidade singular, apresentando muitas peculiaridades, como ter extrema inervação e vascularização; portanto, apresenta alto grau de sensibilidade a ponto de uma pessoa ser capaz de identificar a presença de um pelo na ponta da sua língua. Sendo assim, a odontologia passa ser vista, por muitas pessoas, como uma profissão invasiva, não somente pelos procedimentos realizados, mas pelo próprio fato de ter que permitir que a boca seja manipulada. Por tudo isso, e somando-se ao medo do desconhecido, as pessoas em geral, e em especial as crianças, manifestam medo do dentista. E como a homeopatia é uma terapêutica energética, que atua também em sintomas mentais e emocionais, quando bem prescrita, ela equilibra o indivíduo emocionalmente fazendo com que o mesmo possa superar o medo do dentista e enfrentar o novo e as dificuldades que o tratamento odontológico pode trazer.  No meu dia-a-dia com a prática clínica, trabalho também com crianças, e posso afirmar que esta terapêutica nos auxilia bastante no controle do medo, ansiedade e condicionamento do paciente mirim para o enfrentamento do tratamento odontológico.

Existem diferenças na formação de um cirurgião-dentista convencional e um homeopata? Se sim, quais são?

A homeopatia é uma especialidade da odontologia, portanto, o dentista que escolher ser homeopata, precisará fazer um curso de pós-graduação na área. No momento em que ele realiza a sua pós-graduação em homeopatia, ele passa a ter um conhecimento bastante diferenciado a respeito desta terapêutica que é considerada uma Racionalidade Médica, de acordo com a professora Madel Luz, ou seja, apresenta cinco dimensões básicas, estruturadas em termos teóricos, práticos e simbólicos, que são: filosofia, morfologia humana (anatomia, na biomedicina), uma dinâmica vital (fisiologia), um sistema de diagnose, um sistema terapêutico e uma doutrina médica. Neste sentido, resumidamente, o dentista homeopata possui o entendimento do binômio saúde/doença bastante diferenciado em relação aos demais colegas que não detêm esse aprendizado, e irá atuar na busca da origem do adoecimento e não na cura dos sintomas físicos apenas.

Como você avalia a amplitude do uso da homeopatia associada à odontologia, ou seja, é popular essa terapia? Tem boa aceitação nos meios científicos? Se não, o que falta para isso acontecer?

A homeopatia na odontologia não é algo novo, atualmente estou como presidente da Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas Homeopatas (ABCDH), que tem mais de 20 anos, no entanto o Conselho Federal de Odontologia reconheceu a homeopatia como especialidade apenas em 2015. Sendo assim, percebe-se que há ainda um desconhecimento da população e do meio científico quanto à utilização desta terapêutica também na odontologia, e por isso estamos empenhados em divulgá-la cada vez mais. Acreditamos que a partir do momento em que a mesma for introduzida nas universidades, nos cursos de graduação em especial, ocorrerá inevitavelmente uma maior divulgação. O melhor de tudo é que já começamos a viver esse momento, a homeopatia tem sido abordada em cursos de extensão universitária, matérias optativas e obrigatórias, projetos de TCC e outros, dentro das faculdades de odontologia.

Qual o foco principal de atuação da Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas Homeopatas?

O objetivo maior da nossa atuação é agregar todos os cirurgiões-dentistas homeopatas brasileiros, onde quer que estejam atuando, quer seja no ensino, pesquisa, ou atendimento a pacientes no serviço público ou privado, e destacar de forma institucional a importância deste profissional nas equipes interdisciplinares, para que, contando com a participação ativa do dentista homeopata, haja o cuidado do paciente em sua integralidade. Além disso, temos como objetivo estimular a pesquisa e os estudos da homeopatia na odontologia, bem como a implementação desta terapêutica em cursos de graduação de odontologia e, também, a sua divulgação para a sociedade.

Quais você considera serem suas maiores conquistas estando à frente da Associação?

Desde quando assumi a presidência da ABCDH em 2017 (estou em meu segundo mandato), um dos meus maiores objetivos tem sido agregar os profissionais dentistas especialistas em homeopatia de todas as partes do país, de diferentes escolas, diferentes filosofias, de modo que estes possam se unir, formando uma só família, independente das diferenças.  

Trabalhar a união, a agregação e a inclusão das diversidades de pensamentos e ideias sem fugir do propósito principal que é fazer parte de um grupo coeso que fala a mesma língua, independente dos diferentes sotaques, e agir como  dentistas homeopatas que somos, participando e compartilhando  ativamente das nossas atividades. Além disso, representar e evidenciar para outras categorias da saúde, como por exemplo para a classe médica, farmacêutica e médico-veterinária a importância do cirurgião-dentista homeopata nas equipes de saúde. Tenho trabalhado com este foco e me sinto muito feliz por ter encontrado apoio e portas abertas para esta tarefa.

Ainda persiste, em torno do medicamento homeopático, o questionamento de que ele não passa de placebo. Como você responderia a isso?

É sabido e comprovado pela ciência a eficácia do medicamento homeopático. Aqueles que insistem em afirmar que a ação do medicamento homeopático é placebo, o fazem por  desconhecerem essas evidências, ou ainda, porque tentam explicar a ação de medicamentos  homeopáticos através de recursos da ciência e pesquisa convencionais, o que muitas vezes não é possível, por ser uma ciência relacionada ao comportamento energético dos seres e que, assim, exige  investigações apropriadas para tal.

Quando pensa no resultado efetivo da Homeopatia, que história de paciente lhe vem à mente? Ou seja, há casos e situações que você considera que “traduzam” o que a homeopatia pode fazer no tocante à saúde bucal?

Com certeza, sim! Ao responder essa pergunta me vem à mente um caso de uma paciente que me procurou com queixa de Xerostomia (diminuição na produção de saliva). Ao investigar o caso, observei que a sua Xerostomia era subjetiva, ou seja, a diminuição da produção de saliva não foi identificada através do exame indicado para quantificar a sua produção (Sialometria), que apresentou padrão de normalidade. Essa paciente é uma profissional que trabalha apresentando os seus projetos, e ficou impossibilitada de exercer as suas atividades laborais pela dificuldade de articulação das palavras, por causa da ausência de saliva que sentia durante a fala. Com isso, ela desenvolveu uma depressão, e, ao me procurar, estava com a sua vida pessoal e profissional totalmente comprometida. Utilizamos medicamentos homeopáticos e, num curto espaço de tempo, ela recuperou o seu estado emocional e de saúde. Poderíamos elucidar inúmeros outros casos, mas, este posso te dizer que me marcou profundamente pela rapidez, eficiência e impacto que o tratamento homeopático gerou na vida dessa pessoa.

Fale um pouco sobre o movimento “Novembro Verde”

O “Novembro Verde” é um movimento genuinamente baiano que nasceu de uma conversa minha com uma grande amiga farmacêutica homeopata, a doutora Dione Soares da Cunha, em uma tarde de bate papo do mês de novembro de 2014, quando conversávamos a respeito de realizarmos algo para divulgar a homeopatia. Inspiradas nos movimentos “Outubro Rosa” e “Novembro Azul”, criamos o “Novembro Verde – Trate-se com Homeopatia”, que é um movimento que tem por objetivo a divulgação da homeopatia. Escolhemos o mês de novembro porque o dia da homeopatia no Brasil é o dia 21 de novembro e escolhemos a cor verde por referenciar essa terapêutica e a cura. Criamos um selo para o movimento e anualmente estimulamos as pessoas da comunidade homeopática a utilizarem o selo durante todo mês de novembro para divulgar a homeopatia. Para participar e colaborar com o movimento é muito fácil, basta adquirir gratuitamente o selo através do site www.novembroverde.com.br e, durante o mês de novembro, divulgar este selo através das redes sociais ou como cada um preferir, através da confecção de camisetas, panfletos, adesivos, folders, adicionar em postagens dentre outros. O “Novembro Verde” é um movimento que cresceu bastante nacionalmente, sendo aceito pelas associações e pelas escolas de homeopatia de todo o Brasil, que realizam palestras, seminários e encontros para divulgá-lo. Ele também tem sido divulgado internacionalmente em países como Argentina e Portugal. Por isso, somos muito felizes com o resultado deste movimento e esperamos que ele possa crescer a cada dia, a cada ano, com a participação e adesão de mais e mais pessoas.

Você criou um espaço diferenciado para o tratamento odontológico na sua clínica, correto? Conte um pouco sobre esse trabalho.

Sim. Quando criei a minha clínica Andrea Padre Saúde Integral, em 2005, já tinha finalizado a minha pós-graduação em homeopatia e tinha o objetivo de oferecer uma odontologia diferenciada, focada na humanização, integralidade e reequilíbrio energético. Para isso, estruturei o meu espaço de trabalho, adequando-o a minha proposta de atendimento através de um planejamento utilizando recursos do Feng Shui, que é a arte de harmonizar os espaços e tem como objetivo melhorar a energia vital nos seres e ambientes, já que ele é um espaço de cura. Trabalhamos com cores, formas, aromas, tudo muito pensado e estruturado para recuperação da saúde bucal e geral daqueles que nos procuram. Isso significa que cuidamos do paciente de forma integral desde o momento em que ele chega em nosso consultório. Por exemplo, atualmente vivemos um momento de pandemia e a utilização de propés é algo obrigatório neste tipo de ambiente, mas, adotamos o uso dos propés desde sempre, uma vez que concordamos que os sapatos são condutores de microrganismos patógenos. Acima de tudo, nosso paciente precisa estar relaxado e conectado em sua plenitude para receber o nosso tratamento. Com todo esse contexto de adequação do ambiente para o acolhimento do nosso paciente, oferecemos um atendimento diferenciado através de uma consulta homeopática detalhada para permitir que a boca fale tudo o que o coração sente. Intervir na cavidade bucal do nosso paciente não é o foco do nosso atendimento, a não ser que seja um caso de urgência. Intervir na cavidade bucal do nosso paciente é uma consequência do tratamento. Focamos no reequilíbrio energético deste paciente e a realização de procedimentos odontológicos convencionais está sempre atrelada ao respeito da fisiologia e da estética natural.

Contato:

Você pode conhecer mais do trabalho da Dra. Andrea Padre Peixoto pelas suas redes sociais:

Instagram: @andreapadreodontologia

Facebook: @AndreaPadreOdontologia

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