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Cientistas afirmam: Homeopatia funciona.

A homeopatia é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina; é oferecida pelo SUS (Sistema Único de Saúde); é matéria ensinada em várias faculdades do país, é o segundo sistema de saúde mais utilizado no mundo, sendo usada por cerca de 500 milhões de pessoas. É, também, uma especialidade farmacêutica e médico-veterinária. Mesmo assim, essa ciência ainda gera debate e o questionamento “homeopatia funciona?” está presente nessas discussões. Por que isso acontece? 

O maior argumento daqueles que duvidam da eficácia da homeopatia reside, justamente, em um dos maiores pilares dessa ciência, desenvolvida pelo médico alemão Samuel Hahnemann, há mais de 220 anos. 

Um dos preceitos básicos da homeopatia é a diluição das substâncias a quantidades infinitesimais. Para quem insiste em questionar se homeopatia funciona mesmo, seria impossível que uma substância tão diluída ainda apresentasse algum elemento ativo. Para Hahnemann, no entanto, quanto mais diluída uma substância, maior sua força medicamentosa e menores seus efeitos colaterais.

Outro argumento presente na fala de quem não acredita que a homeopatia funciona está no fato de ela ser um tratamento que pode ser utilizado para tratar qualquer enfermidade. Os contrários à homeopatia olham com descrédito para o fato de que homeopatia funciona para ansiedade, para depressão, para autismo, para pressão alta, para varizes, para alergias, para problemas estomacais… E questionam: como se pode usar homeopatia para tudo? O que eles não entendem é que a homeopatia funciona porque ela não trata doenças e, sim, trata os doentes. 

A homeopatia funciona e foi desenvolvida para tratar doentes em sua totalidade e pode ser utilizada para tratar todos os pacientes, independente das doenças que eles tenham. Milhares de depoimentos mundo afora de pacientes que se beneficiaram do uso da homeopatia encontram ressonância em inúmeras pesquisas científicas realizadas por respeitados estudiosos da área da saúde, demonstrando de forma inequívoca que a homeopatia funciona. 

Entre esses cientistas está a renomada médica veterinária homeopata, pós-doutorada, Leoni Villano Bonamin, que foi presidente (2002-2008) e vice-presidente (2008-2014) do GIRI (Groupe International de Recherche sur l´Infinitésimal).

Nessa entrevista, Leoni aborda os muitos estudos que demonstram resultados efetivos desta ciência e afirma: “a homeopatia funciona”. Leia a entrevista ao final do texto abaixo.

A homeopatia funciona mesmo?

O farmacêutico homeopata Alexandre Leonel (foto), responsável pela Homeopatia Brasil, acostumou-se, ao longo dos anos, tanto aos questionamentos das pessoas se a “homeopatia funciona mesmo” quanto ao alívio apresentado por inúmeros pacientes que optaram pela abordagem homeopática nos cuidados à saúde.

Nos casos das doenças agudas, a homeopatia funciona ao proporcionar alívio dos sintomas característicos dessas doenças. A homeopatia funciona ajudando o organismo a desenvolver sua própria capacidade de resposta e defesa, proporcionando assim uma melhor condição de enfrentamento da doença, uma maior resiliência desse indivíduo quando submetido à novas causas de doenças.

“O foco da homeopatia é a pessoa, o paciente por completo. E ela pode ser usada por qualquer pessoa, de qualquer idade. Independente do problema de saúde que essa pessoa apresente, seja uma doença crônica ou uma crise aguda, a homeopatia funciona”, afirma especialista, que atua há mais de 22 na área.

Para os pacientes crônicos, a homeopatia funciona na medida em que ajuda a reduzir a incidência dos episódios agudos dessa doença crônica e também minimiza a intensidade e duração dos sintomas agudos que porventura ocorram. Ou seja, um paciente com uma doença crônica, a partir do momento em que inicia um tratamento homeopático, perceberá um espaçamento das crises agudas da sua doença, bem como uma menor intensidade e duração dos sintomas. Leia mais sobre homeopatia aqui e sobre como os remédios homeopáticos atuam no organismo aqui.

homeopatia funciona para depressão

Homeopatia funciona para depressão? 

A depressão é uma doença multifatorial apesar de que, muitas vezes, é considerada uma doença de causa única e como uma só doença. Na maioria das vezes, os pacientes evoluem para casos depressivos em consequência das dificuldades que encontram para solucionar um conflito. 

A falta de uma solução exequível para um conflito, em geral, leva o paciente a uma condição de desgaste de Energia Vital. E, consequentemente, há um desequilíbrio inicialmente bioquímico que, mais tarde, colocará o paciente numa condição de adoecimento. A homeopatia funciona para depressão restabelecendo o equilíbrio da energia vital dos pacientes. 

O tratamento homeopático para depressão proposto por um profissional habilitado vai restabelecer esse equilíbrio da energia vital promovendo então a restauração de processos bioquímicos tais como regulação dos níveis de cortisol, serotonina e outros hormônios. Leia mais sobre homeopatia e depressão aquiaqui e também aqui.

homeopatia para tratar ansiedade

Homeopatia funciona para ansiedade? 

A homeopatia funciona para ansiedade porque sua abordagem permite analisar doenças, sistemas e sintomas e, assim, compreender o paciente em sua totalidade, incluindo seus sentimentos, pensamentos, relacionamentos e hábitos.

A queixa de ansiedade relatada por muitos pacientes é, na maioria das vezes, uma interpretação distorcida de outros sentimentos, como medo, preocupação, raiva e tristeza. O paciente que relata esse sintoma de ansiedade, quando atendido por um profissional homeopata, tem a oportunidade de descrever a totalidade dos seus sintomas, permitindo então a identificação correta das causas dos sintomas de ansiedade e, consequentemente, o melhor tratamento de homeopatia para ansiedade individualizado. 

A homeopatia funciona mesmo para ansiedade na medida em que a avaliação detida e atenciosa de cada paciente, considerando parâmetros físicos, psicológicos, sociais e até culturais, além, de exames laboratoriais quando necessários, permite uma visão global do indivíduo e possibilita que o profissional escolha o melhor caminho de tratamento. 

Samuel Hahnemann, o pai da homeopatia, dizia que o verdadeiro artista da cura – homeopata – é aquele que sabe o que precisa ser curado e, só depois de ter essa certeza, recomenda o tratamento. Leia mais sobre homeopatia e ansiedade aqui e aqui.

Homeopatia funciona para autismo? 

Apesar de ser considerada uma doença dos tempos modernos, o autismo encontra na Homeopatia, uma ciência desenvolvida a mais de 220 anos, uma sólida e segura opção de tratamento para os seus pacientes. 

No mundo todo, tem sido estudado pelas mais diferentes frentes de pesquisa na busca de uma causa e, consequentemente, de uma forma de cura para o autismo. E, sim, a homeopatia funciona nesses casos. Contudo, o autismo requer uma abordagem sistêmica, integrativa e individualizada, condição sine qua non para a utilização da homeopatia. 

Protocolos homeopáticos específicos para autismo estão descritos na literatura homeopática internacional, a exemplo disso, tem-se os Protocolos Banerji, Homeopatia Detox, Homeopatia Integrativa e Terapias Cease, que merecem destaque devido ao número de profissionais que as utilizam, pelo número de pacientes tratados e pelos resultados obtidos. 

Homeopatia funciona para pressão alta? 

Para obterem os melhores resultados no controle da pressão sanguínea, pacientes com diagnóstico de hipertensão arterial devem adotar hábitos saudáveis, entre eles a prática regular de atividade física, sono reparador e alimentação saudável. 

A homeopatia funciona para pressão alta como auxiliar de maneira significativa no restabelecimento e na manutenção do estado de saúde dos pacientes hipertensos, uma vez que, como já dito, a homeopatia é uma terapêutica que leva em consideração fatores emocionais, ambientais e hábitos de vida do paciente para a escolha personalizada do mais adequado tratamento. 

Homeopatia funciona para câncer?

A homeopatia é uma terapêutica que se dedica a restabelecer o equilíbrio dos organismos vivos, proporcionando o restabelecimento das sensações e funções dos mesmos. 

De acordo com Alexandre Leonel, nos casos de doenças caracterizadas por uma grande desarmonia dos padrões da homeostase do organismo, como é o caso dos cânceres, a homeopatia funciona como uma importante alternativa auxiliar aos tratamentos recomendados pela oncologia clássica. “Estudos realizados com pacientes oncológicos que foram submetidos a tratamento homeopático concomitantemente ao tratamento clássico, demonstraram que estes apresentaram melhora na qualidade de vida, redução da intensidade dos sintomas de dor, náuseas e outros desconfortos decorrentes do tratamento alopático, além de significativa melhora no aspecto emocional”, disse o especialista.

homeopatia funciona para pernas com varizes

Homeopatia funciona para varizes? 

Varizes é o nome que se dá para veias dilatadas, tortuosas e de calibre aumentado, que podem aparecer em diversas regiões do corpo. São mais comuns surgirem nas pernas e podem indicar algum problema na circulação do sangue, mesmo que sejam consideradas por muitos apenas um problema estético.

Com base nas matérias médicas homeopáticas, a homeopata Camila Yamasita Henrique explica que a homeopatia funciona para varizes e alguns medicamentos homeopáticos são comumente prescritos para auxiliar neste problema. Entre esses remédios está a Calcarea fluorica, um importante medicamento pertencente ao grupo dos 12 Sais de Schussler, medicamentos preparados de forma homeopática que buscam o equilíbrio dos sais minerais no organismo. Especificamente falando da Calcarea fluorica, que corresponde ao fluoreto de cálcio, sal que auxilia na formação de ossos, tendões, ligamentos, dentes e unhas, tornando-os mais fortes, é um medicamento adequado para varizes, veias varicosas, hemorroidas e tantas outras aplicações.

Na literatura homeopática, é muito citada a utilização de Calcarea fluorica, em associação com Silicea, um outro importante Sal de Schussler, para reforçar as paredes dos vasos, para varizes e também veias varicosas.

Outros medicamentos homeopáticos são utilizados para o tratamento auxiliar das varizes, e alguns inclusive são industrializados e têm esse propósito, como é o caso do Varimed®, um composto da Almeida Prado. Da mesma empresa, o Complexo Homeopático 21 também tem como finalidade auxiliar no tratamento das varizes. Ele corresponde a um complexo homeopático de Hamamelis virginica, Calcarea fluorica Pulsatilla e Clematis vitalba. Além deste medicamento de uso oral, a Homeopatia Brasil conta com uma linha de cosméticos, a Homeoquântica, que possui entre seus produtos uma loção relaxante para pernas, que promove também melhora da circulação. Esta loção é preparada com uma inovadora tecnologia, e entre seus componentes estão os óleos essenciais de gerânio e alecrim, que relaxam, proporcionando leveza e bem estar. Contém ainda silício orgânico que atua como um reestruturador da derme e óleo de coco, que ajudam a hidratar e melhorar a aparência da pele.

Homeopatia é placebo?

Não, a homeopatia não é placebo. O placebo é uma substância que não possui nenhuma ação contra uma determinada doença, mas, muitas vezes, ajuda o paciente na cura pelo simples fato dele acreditar que será curado. A homeopatia funcional de fato; é ciência de alta tecnologia e tem propriedades farmacológicas muito bem definidas e de efeitos cientificamente comprovados. 

cachorro na grama e o homeopatia para animais

Homeopatia funciona em animais?

Samuel Hahnemman já havia feito a constatação de que homeopatia funciona para animais através de experimentações. E, atualmente, a homeopatia veterinária demonstra com muita facilidade a atuação dos medicamentos homeopáticos em animais, tanto individualmente quanto em populações, para as quais a homeopatia funciona muito bem. 

Todo animal, de qualquer espécie, porte ou idade, pode ser beneficiado pelo uso da homeopatia. O importante é encontrar a melhor forma de administrar para cada espécie a ser tratada. “Com a homeopatia veterinária, conseguimos perceber e entender o animal como um todo, através da história de vida, além de exames clínicos e complementares.  Isso faz com que consigamos efetivamente a cura para as doenças curáveis e, para doenças incuráveis, consigamos um controle bastante efetivo, gerando qualidade de vida, sem os efeitos indesejados de medicamentos alopáticos, como sua toxicidade, efeitos colaterais e possível dependência”, explica a veterinária Talita Thomaz Nader, presidente do Instituto Homeopático e de Práticas Integrativas, e que trabalha com homeopatia há mais de 15 anos em seu consultório. Leia mais sobre os benefícios da homeopatia e a saúde dos animais aqui e aqui.

homeopatia tratando sinomose

Quer conhecer a linda história do cão Zeus, que contraiu cinomose, ficou sem poder andar, mas apresentou melhora significativa depois de tratamento homeopático? Clique aqui.

Depoimentos: como a homeopatia funciona para mim

Se o questionamento “homeopatia funciona?” aparece ainda com frequência, a afirmação “homeopatia funciona” cresce cada vez mais. São inúmeros os depoimentos de pacientes que sentem uma melhora efetiva na qualidade de vida e na saúde com o uso da homeopatia. 

A dona de casa Rosinete Alves, 52, passou a usar homeopatia há pouco tempo e faz questão de compartilhar sua experiência, ao afirmar que homeopatia funciona em seu depoimento. Hipertensa, Rosinete faz tratamento de controle de pressão há anos e, recentemente, vinha sentindo que os remédios convencionais não estavam fazendo o mesmo efeito. “Eu não sei explicar o porquê, mas, mesmo tomando os remédios certinho, minha pressão andava muito descontrolada. Teve dias dela bater 17 por 10. Fiquei muito assustada. Conversando com uma amiga, ela me recomendou que procurasse um tratamento homeopático. Passei a usar há 4 meses e afirmo: homeopatia funciona. Tenho me sentido muito mais tranquila, equilibrada e isso refletiu diretamente no melhor controle da minha pressão”

A jornalista Joelma Clementino também encontrou solução para problemas de pele do filho usando a homeopatia e deixou seu depoimento: “Apareceram umas manchas vermelhas no braço do meu filho e o dermatologista recomendou um tratamento convencional que fizemos por cerca de dois meses. Mas o aspecto das manchas não melhorou. Decidi buscar por tratamento homeopático, já que em outra situação tive melhora em minha dor de estômago, usando medicamentos homeopáticos. Em poucos dias as manchas clarearam cerca de 80%. Não foi minha primeira experiência positiva com homeopata e por isso afirmo: homeopatia funciona”. 

Matéria no Yahoo  reforça que homeopatia funciona

Uma extensa matéria publicada no Yahoo (o primeiro guia online de navegação da internet e empresa líder de comunicação global via internet), sob o título “Homeopatia: entenda como ela trabalha para equilibrar seu organismo” traz informações relevantes a respeito dessa ciência e de como a homeopatia funciona. O texto aborda a origem da homeopatia, seus pilares, quando usar, de que são feitos seus medicamentos e explica como a homeopatia funciona. Vale a pena conferir. 

ENTREVISTA: A homeopatia funciona

A médica veterinária homeopata, pós-doutorada, Leoni Villano Bonamim (foto) é uma das vozes fortes no mundo da ciência que estuda e divulga os efeitos e resultados na homeopatia nas mais diferentes áreas, com ênfase nas ciências agrárias. 

Leoni é professora titular da Universidade Paulista (Unip) e responsável nacional pelo Projeto Multicêntrico Brasil-Itália sobre Zincum metallicum entre 2013 e 2017, em parceria com a Universidade de Verona. Foi professora da Universidade de Santo Amaro (Unisa); Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Faculdade de Ciências de Saúde (Facis).

Sua mais destacada atuação internacional foi como presidente (2002-2008) e vice-presidente (2008-2014) do GIRI (Groupe International de Recherche sur l´Infinitésimal). O GIRI é uma sociedade científica internacional que une biólogos, farmacologistas, médicos, químicos, físicos e matemáticos de todo o mundo, que atuam em pesquisas de alta qualidade sobre altas diluições e homeopatia. Atualmente, a cientista é editora do GIRI, organizando livros e a IJHDR (Revista internacional de Pesquisa em Alta Diluição).

Além da atuação acadêmica, Leoni tem uma produção científica invejável. Ela é membro do corpo editorial de oito publicações relacionadas à medicina, homeopatia e biociência, entre elas a revista “Homeopaty”, da Faculty of Homeopathy. de Londres. Produziu mais de 100 artigos publicados em periódicos do país ligados à sua área de atuação e publicou também 3 livros. Entre os prêmios e distinções que recebeu ao longo de sua carreira, podem ser citados o Prêmio Ernesto Antonio Matera, concedido pelo CRMV-SP em 1987, por concluir a graduação em Medicina Veterinária na Universidade de São Paulo como primeira aluna da turma e o Prêmio de Reconhecimento ao Mérito da Pesquisa em Homeopatia Veterinária, concedido pela Associação Médica Veterinária Homeopática Brasileira (AMVHB).

Leoni também dedica parte de sua experiência e conhecimento à formação de novos cientistas. Ela atuou como orientadora ou participou da banca de mais de cerca de 200 trabalhos, entre teses de doutorado, dissertações de mestrado ou trabalhos de conclusão de curso.

Um outro exemplo que ajuda a ilustrar o trabalho incansável da pesquisadora Leoni é sua participação, esse ano, no grupo de Estudo Ecológico sobre homeoprofilaxia de massa durante o surto de COVID-19. O objetivo do grupo é avaliar possíveis efeitos da homeopatia como recurso coadjuvante no tratamento/prevenção de epidemias. 

Em entrevista concedida à Homeopatia Brasil, a cientista explica porque ainda persiste o descrédito em torno da homeopatia, em que pesem os muitos estudos que demonstram os efeitos desta ciência. Leoni defende o investimento na pesquisa continuada e torce (além de trabalhar muito) para que a comunidade científica e a sociedade percebam que a homeopatia é uma ferramenta importante de sustentabilidade, e afirma: “a homeopatia funciona”. Confira:

Há estudos bastante robustos sobre os efeitos positivos da Homeopatia na saúde. Por que ainda persiste o descrédito em torno dessa ciência em parte da comunidade científica e profissional (médicos, especialmente)? 

Há dois pontos principais: 1) a incompatibilidade dos efeitos da homeopatia com o paradigma farmacológico, ou seja, com o modelo chave-fechadura; 2) não se conhecem os mecanismos de ação da homeopatia, o que gera muitas incertezas. 

No modelo chave-fechadura, espera-se que moléculas ativas estejam presentes em quantidade suficientes numa formulação, capazes de interagir com moléculas do organismo doente e modificar funções de maneira dose-dependente. Nada disso ocorre na homeopatia. As diluições seriadas ultrapassam o número de Avogadro e não apresentam mais nenhuma molécula do soluto original e, por isso, os efeitos farmacológicos são impossíveis. Mas há um detalhe crucial: as sucussões ou agitações do líquido que são feitas entre as diluições seriadas. Sem isso nada acontece. Alguns pesquisadores consideram essa etapa irrelevante, mas não é.  

Não se sabe exatamente o que acontece durante esse processo, admite-se que há um “imprint” da informação do soluto no solvente sucussionado, mas não se conhece os detalhes desse processo. Há muitas possibilidades de mudanças físico-químicas que são propostas como hipóteses ou são trabalhadas matematicamente, mas a demonstração experimental do que ocorre exatamente ainda não pôde ser feita, por limitações técnicas. Não é algo fácil de se demonstrar. O que temos são apenas pistas muito interessantes, mas que dão abertura para novas linhas de pesquisa.

“As sucussões ou agitações do líquido que são feitas entre as diluições seriadas. Sem isso nada acontece. Alguns pesquisadores consideram essa etapa irrelevante, mas ela não é

Da mesma forma que muitos estudos concluem que a homeopatia pode ser útil para várias doenças, sendo capaz de melhorar a qualidade de vida dos pacientes, outros tantos concluem que a homeopatia “não é eficaz” para nenhuma doença. Como pode haver resultados tão díspares?  

Não são díspares. Desde os tempos de Hahnemann sabe-se que a homeopatia não cura nenhuma doença, mas o doente. Isso não é um jogo de palavras, mas uma constatação empírica que tem se confirmado no plano experimental e clínico. Observando-se animais de laboratório ou células isoladas infectadas com agentes patogênicos, não se constata nenhum efeito “anti-patógeno”, como efeito antibiótico, anti-parasitário, anti-neoplásico, etc, como ocorreria numa abordagem farmacológica clássica. O que se constata são mudanças de vários parâmetros simultâneos (e no caso de um animal ou planta, sistêmicos) concatenados entre si e que convergem para uma facilitação do processo adaptativo do sistema biológico frente a estímulos nocivos. Essa constatação não é uma teoria, nem uma hipótese, é uma característica fenomenológica constante, observada nos mais diversos modelos experimentais ao longo das últimas 3 décadas. Não se sabe como tais efeitos ocorrem nem como são concatenados, o que realmente muda dentro das células para que mudem seu curso metabólico, mas há algumas pistas. 

A homeopatia funciona? Como provar?  

Sim, a homeopatia funciona. Já está provado pelo conjunto de evidências experimentais em modelos biológicos, os quais não fazem efeito placebo. Mas é preciso entender que não se trata de fenômeno farmacológico clássico, daí a confusão. Há quase 6000 artigos indexados na base PubMed sobre homeopatia, muitos dos quais mostram como tais efeitos biológicos ocorrem. Basta estudar esses artigos com mente aberta para compreender que há outros modelos de raciocínio biológico além do modelo chave-fechadura. 

“A homeopatia não cura nenhuma doença, mas o doente. Isso não é um jogo de palavras, mas uma constatação empírica que tem se confirmado no plano experimental e clínico”

Se fossemos trilhar um caminho, qual seria o primeiro e mais importante passo para rumarmos à compreensão do fenômeno homeopático? E quais os passos seguintes para pavimentar esse caminho? 

Primeiro passo: construir uma base de raciocínio adequada. Isso já foi feito entre 1987 e 2007, pelas pesquisadoras francesas Madeleine Bastide (Univ. Montpellier I) e Agnès Lagache (Licée Carnot), falecidas em 2007 e 2009, respectivamente. O passo seguinte é investir na pesquisa continuada. 

Um estudo publicado no PubMed sobre prática homeopática e resultados a longo prazo mostrou que “A gravidade da doença e a qualidade de vida demonstraram melhorias após tratamento homeopático”. Como estudos como este podem ser levados ao conhecimento do grande público? Quais canais de divulgação destes resultados você acredita serem adequados? 

O PubMed é um deles, mas é consultado apenas por cientistas. Qualquer mídia moderna pode levar esse conhecimento ao grande público, desde que seja feito de forma organizada e sistemática, com a ajuda de cientistas da área da homeopatia e altas diluições, para que a simplificação da linguagem não implique em erros conceituais. 

Ainda sobre o PubMed, principal base de dados do mundo sobre pesquisa biomédica, há quase 6 mil artigos tratando de homeopatia. Em vários artigos sobre homeopatia é possível perceber algo em comum nas “conclusões”: elas são “inconclusivas”. Afirmam que são necessários testes adicionais da eficácia da homeopatia e que faltam evidências experimentais dessas hipóteses”. Por que isso acontece? Não são realizados estudos suficientes?  

Há um ciclo vicioso. Como ainda pairam muitas dúvidas sobre como a homeopatia funciona e o que de fato a homeopatia é, em termos biológicos, há poucos pesquisadores trabalhando no assunto no mundo. O ritmo de produção científica na área é muito moroso e isso leva a uma certa desatenção por parte dos agentes financiadores de pesquisa sobre o tema. Muitos pesquisadores não se interessam pelo assunto, em parte pela ideia de “polêmica” que o assunto gera, em parte porque não é um tema que traga prestígio. Em paralelo, os clínicos homeopatas continuam tocando sua rotina em seus consultórios com base nos princípios fundamentais, o que lhes deixa em uma certa zona de conforto, pois a maioria dos pacientes permanece satisfeita e fiel. Essa separação entre ciência e homeopatia tem raízes históricas. Felizmente esse panorama tem mudado nos últimos anos. Há muitos estudos de pesquisa básica que trazem informações interessantes sobre o universo das altas diluições, com implicações para várias áreas do conhecimento. Mas é preciso certo tempo para que tais descobertas sejam efetivamente implementadas no dia a dia, na cadeia de produção de novos serviços e na geração de novas tecnologias. 

“A homeopatia funciona. Já está provado pelo conjunto de evidências experimentais em modelos biológicos”

Como avalia o espaço dado, o interesse que desperta e o investimento em pesquisas relacionadas à homeopatia?  

Há algum espaço e incentivo institucional para essas pesquisas, mas ainda é pequeno. Quando a sociedade científica e a sociedade como um todo (incluindo empresas interessadas em inovação) perceberem que a homeopatia é uma ferramenta importante de sustentabilidade, talvez ela receba o reconhecimento devido. Aliás, nesse ponto a homeopatia e a farmacologia podem ser complementares. Talvez o uso concomitante de homeopatia com antimicrobianos, por exemplo, possa ajudar a reduzir os efeitos adversos, a pressão seletiva para o surgimento de micro-organismos resistentes e a toxicidade de alguns antiparasitários. Mas acho que os empreendedores ainda não acordaram para isso. Importante ressaltar que não há a menor condição da homeopatia “roubar mercado” dos medicamentos convencionais, como dizem alguns. Não tem como concorrer entre si, trata-se de fenômenos distintos, com ações distintas e ambos têm limitações distintas também. Uma empresa que produz brinquedos não pode concorrer com uma indústria que produz calçados. 

“Quando a sociedade científica e a sociedade como um todo (incluindo empresas interessadas em inovação) perceberem que a homeopatia é uma ferramenta importante de sustentabilidade, talvez ela receba o reconhecimento devido.”

Para onde apontam os resultados das pesquisas mais recentes realizadas na área da homeopatia?  

Para a descoberta dos mecanismos de ação. Essa tem sido a tendência dos trabalhos mais recentes. 

 

Qual é (ou deveria ser), na sua opinião, a maior prioridade das pesquisas homeopáticas?  

Descobrir os mecanismos de ação.  

O mito de que a homeopatia é uma prática empírica e sem comprovação cientifica é muito enraizado na cultura geral. Por que isso acontece? Por que é tão difícil romper com esse mito, mesmo considerando tantos estudos científicos a respeito do tema?  

Os estudos científicos são desprezados pela maioria da comunidade científica por não se compreender “como isso funcionaria fora do modelo chave-fechadura”. Mas também muitos artigos científicos que existem sobre homeopatia são desconhecidos pelos próprios homeopatas, que preferem se fixar nos conceitos clássicos, pois “sabem que homeopatia funciona”. É necessário apresentar cada vez mais “a ambas as tribos” esta perspectiva cientifica da homeopatia, pois assim se pode contribuir progressivamente para a evolução da prática clínica e da própria ciência como um todo. Como diria um colega pesquisador, “to improve instead to prove” (melhorar em vez de provar). Mas é muito difícil fazer cada um sair do seu quadrado. 

“Talvez parte da solução esteja em olharmos para nós mesmos, para a complexidade dos seres e de suas relações com a natureza “

Em décadas de pesquisas bem delineadas e com metodologia cientifica rigorosa foi possível construir um conhecimento sólido a respeito da homeopatia. Muitos estudos são publicados em universidades do mundo todo e em revistas científicas. Por que essa informação é tão pouco difundida diante do grande público?  

Talvez, em parte, pela falta de interesse dos divulgadores das mídias voltadas ao grande público. Mas há também um problema cultural que impõe uma barreira ideológica. Muitos se perguntam: “Como vou me curar dessa infecção sem matar o micro-organismo causador?” Não se percebe que o próprio corpo, funcionando de forma concatenada e eficiente, pode fazer isso melhor do que qualquer substância. O que a homeopatia faz é um ajuste fino para que o corpo encontre esse padrão ótimo de organização. E como esse ajuste fino se faz ainda é mal compreendido. Atribuir tais ajustes ao efeito placebo é sempre o caminho mais fácil de explicação. Mas não é o mais correto. Logo, isso nunca fica muito claro para o grande público, pois envolve uma compreensão mínima da complexidade dos sistemas orgânicos que até os cientistas mais renomados têm dificuldade de acessar. Vivemos em um mundo em que se prioriza o controle de tudo que é externo e que nos incomoda. Isso inclui as doenças. Qualquer explicação sobre doenças é sempre voltada ao estudo e controle do agente etiológico e pouco se conhece sobre os mecanismos endógenos de susceptibilidade, do comportamento dinâmico de ajustes entre os sistemas orgânicos e de sua complexidade. Apenas aspectos muito pontuais e primários dessa complexidade são observados, como a descrição de um ou outro gene específico relacionado a uma ou outra doença etc. Mas, os genes e sua expressão também são nós de uma rede maior e suas funções também têm uma autorregulação muito complexa. E o estudo da dinâmica dessa complexidade é comumente deixada de lado (exceto por alguns cientistas da área de matemática e biologia sistêmica), em favor do olhar vertical sobre um ou outro aspecto molecular. O resultado é que nos tornamos reféns dos micro-organismos e dos poluentes, pois não conseguimos controlá-los como gostaríamos. Isso é crítico nos dias de hoje, em que há uma profusão acelerada de doenças infecciosas emergentes e o surgimento regular de epidemias. 

O que é possível fazer para mudar esse quadro?

Talvez parte da solução esteja em olharmos para nós mesmos, para a complexidade dos seres e de suas relações com a natureza. A homeopatia, sendo um agente facilitador de adaptação dos indivíduos aos fatores ambientais, pode ser uma ótima ferramenta nesse processo e se tornar um fator crucial para encontrarmos algumas soluções para os problemas atuais. 

“Vivemos em um mundo em que se prioriza o controle de tudo que é externo e que nos incomoda”

Considerando que estamos no século XXI, quando é possível estudar o que ocorre dentro de uma célula, por que ainda não conseguimos explicar o mecanismo de ação da Homeopatia? Quais as hipóteses para o mecanismo de ação de medicamentos homeopáticos? 

Há que se compreender melhor o que acontece com o solvente usado nas diluições e como ele consegue modificar as funções celulares. Há um “elo perdido” que precisa ser encontrado. A expressão de genes e a regulação metabólica pode ser ajustada por preparações homeopáticas. Isso já foi demonstrado em células, animais e plantas. Mas, exatamente como a informação carreada pelo medicamento homeopático chega nesses genes e faz mudar sua atividade ainda é um mistério. Provavelmente mudanças físico-químicas do solvente usado nas diluições estão envolvidas, mas esse aspecto ainda é muito pouco conhecido. 

Se os medicamentos homeopáticos agem por mecanismos de ação distintos dos alopáticos, por que se utiliza o mesmo tipo de pesquisa para ambos?  

O método cartesiano de construção de conhecimento é muito bom, muito útil e eficiente. E é universal, pois pode ser aplicado para qualquer área de pesquisa. Mas cada área utiliza as próprias bases racionais. A interpretação dos resultados em um estudo de física é totalmente diferente num estudo de parasitologia, por exemplo, pois se baseiam em modelos epistemológicos diferentes. Com a homeopatia, o cenário se repete. Há que se compreender melhor suas bases racionais para melhor desenhar um modelo experimental a ser usado numa pesquisa. Mas o método de se testar hipóteses, validando-as a posteriori ou não, conforme proposto por Descartes, é universalmente aplicável, independente da área de estudo. Aliás, René Descartes é muito injustiçado na comunidade homeopática, pois é lembrado apenas pela afirmação de que “o homem é uma máquina”, feita sob a mira da inquisição religiosa. O seu maior legado, contudo, o método de produção de conhecimento, não raro é esquecido. Às vezes se diz “você é muito cartesiano” como uma forma de depreciação. Deveria ser um elogio. 

A homeopatia pode ser considerada uma nano ciência? Por que?  

Há nano-estruturas identificadas nas preparações homeopáticas, mas ainda não se sabe exatamente qual o papel delas no mecanismo de ação. Ainda é cedo para se fazer tal afirmação. É provável que a estrutura mesoscópica da água esteja mais ligada à atividade biológica das preparações homeopáticas do que as estruturas microscópicas ou nanoscópicas que aparecem na microscopia eletrônica. 

“Aliás, René Descartes é muito injustiçado na comunidade homeopática, pois é lembrado apenas pela afirmação de que “o homem é uma máquina”, feita sob a mira da inquisição religiosa”

Nestes mais de 220 anos de existência da Homeopatia, quais você considera que são os marcos da pesquisa científica da homeopatia? 

O fato de existir pesquisa e pesquisadores nessa área é um grande marco. 

Quais avanços mais significativos esses estudos apresentaram nas últimas décadas?  

Os estudos físico-químicos dos medicamentos e a regulação metabólica celular sob a ação das potências homeopáticas. 

Como você vê a homeopatia no brasil e no mundo, hoje? E daqui a 10 anos?  

Uma super ferramenta de sustentabilidade, sobretudo na aplicação da homeopatia em outras áreas do conhecimento, além da medicina. 

A homeopatia parece ser mais a medicina do futuro do que a do presente. Essa percepção é correta?  

Não. A homeopatia é a medicina do presente, do passado e do futuro. Mas é importante que a sociedade conheça mais a respeito e compreenda sua importância.

“A homeopatia é a medicina do presente, do passado e do futuro”

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